segunda-feira, 12 de julho de 2010

Perfume de Deus

Dyanne, obrigado por este texto. Você perfumou minha noite!
Beijo, cheirosa! hehe


Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta,
de sol quando acorda, de flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro e a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo,
sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente
acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu
e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença
sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa, do brinquedo que a gente não largava,
do acalanto que o silêncio canta, de passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro
e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo,
corre em outras veias, pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos
e que Deus está dançando conosco de rostinho colado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Costumo dizer que algumas almas são perfumadas,
porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia, que perfuma muitas vidas com sua luz e suas cores.
E o perfume e tão gostoso, tão delicado, que muda de frasco,
mas continua vivo no coração de tudo o que amou.
E tudo o que amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quem primeiro deu a Ele para Dele receber?



Ontem eu tava online no twitter (http://twitter.com/pedro_rabelo) e um amigo mandou um tweet http://www.youtube.com/watch?v=sOfzIOrVSYE . Ai eu fui ver sobre o que se tratava e achei muito legal. Po, nem falo sobre a qualidade do som e nem nada disso, apesar de eu ter gostado (mas tem gente que tem preconceito com música sertaneja ou músicos que trabalhem com isso, mesmo que sejam muito bons, como, hoje em dia, quase todos são), mas o que me fez ficar feliz mesmo foi sobre o que se tratava. O video mostra uma dupla, Cristian & Ralf, mostra gente cantando o amor por Deus. Dizendo em harmonias e melodias que são casa de Deus, e fazendo isso com alegria. Po, foi por isso que Jesus veio, para reconciliar o mundo (eu e você e eles/elas, enfim, todos) com Deus. A música diz que Deus preferiu templos de carne aos templos construidos por mãos... E que DELÍCIA essa VERDADE! Nós somos casa, lugar de DEUS e ele habita em mim e em nós...

Mas a razão deu ta escrevendo esse trem aqui é que, mano, la nos comentários desse vídeo eu vi um comentário que fez com que eu ficasse muito nervoso, com raiva, com tristeza, com vontade de chorar, com alegria, sei la, veio tudo de uma vez. O comentário diz assim (você pode ver la): "...se agente não clamar... as pedras clamarão.. ou o chrystian e Ralf...". Sabe, isso foi como o puxar de um gatilho para que viessem sobre mim, como que um grito/susurro das verdades vividas e anunciadas por Jesus nos evangelhos. Veio sobre mim, algo que de homem não nasce sem que este esteja na Videira, a saber, Jesus. E o que veio foi graça, foi amor, mesmo que com aquele sentimento de ira (lembra Jesus entrando no templo e "quebrando" tudo?) por ver que o que a igreja tem feio é uma PUTA SACANAGEM (tem gente que não suporta essa linguagem, mas mano, saiba que Deus é inteligente, conhece a vida como ela é e não gosta de hipocresia, e mais, sua santidade não é atingida por tal linguagem, visto que para os puros todas as coisas são puras e eu não me prendo a moralismos, pois sei quem sou em DEUS).

Cara, esse comentário do rapaz (e minha questão não é pessoal, não mesmo), só mata! Mas é isso que religião faz de melhor né não?! "Meu fardo é leve e meu jugo é suave", Jesus diz isso, mas por que então que ce vai nas igrejas evangélicas (sobre o poder/domínio católico eu nem vou falar. Não precisa! Afinal toda e qualquer religião dá nisso) e fica nítido que leveza, vida e suavidade é a última coisa que encontraremos naquelas vidas? Uai, a resposta é clara. Se não fosse o medo que a religião impôs, e o onde há amor não há medo, todos também teriam coragem de afirmar o que afirmarei: NÃO TEM LEVEZA, SUAVIDADE E VIDA PLENA PORQUE NO MUNDO EVANGÉLICO NÃO TEM JESUS DOS EVANGELHOS! Tem sim um jesus que inventaram, um que vêm desde Constantino, um que foi criado e mudou tudo o que o Jesus, filho de DEUS, aquele descrito nos evangelhos e salva o homem do mundo caído disse e viveu. Afinal, Jesus que nunca quis poder e nem controle se tornou o amedrontar e controlador voraz de vidas... Se tornou centralizador, construídor de templos de pedras, a razão de guerras, o mentor e a justificativa pra todo tipo de preconceito e assassinatos físicos, morais, psicológicos e o anulador também de todo o prazer e vida que um ser pode desejar e necessitar em sua vida.

Hoje pode-se perguntar: De qual evangelho vc ta falando? O de Jesus ou o da igreja? É ou não é? haha Todos sabem que Jesus não cabe no jesus que inventaram pra poder controlar gente. http://www.youtube.com/watch?v=44IHoDb4HcA

Bem, ontem, quando vi o comentário do rapaz eu logo disse, a todos os que me seguem no twitter, que como poderia alguém afirmar que Cristian & Ralf são pedras clamando! Como se estes (a dupla) fossem de uma categoria inferior (não evangélica) e agora tão falando de DEUS, porque o próprio Deus os forçou a isso, determinando que pedras (Cristian & Ralf e qualquer outro ser não evangélico ou que não frequentem os mesmos templos/mortos de pedra e/ou não vivam seus mesmos costumes, baseados nas morais loucas/mortas e sem vida de seus líderes) falassem.

Como Paulo diz em suas cartas: Quem primeiro deu a Ele, para Dele receber? Somente pela graça nós temos a mente de Cristo.
A resposta é: Ninguém deu a Deus primeiro (tava todo mundo perdido/fudido e sem vida, nunca houve um justo se quer, nunca houve um serzinho na história que não precisasse de Deus e que conseguiu sem Jesus salvar a si mesmo, tanto para o que é eterno quanto para o que é vida aqui na Terra)...

Sabe, eu não to afim de detonar gente, mas não dá pra não obedecer Jesus e não gritar que não é assim, que Ele, Jesus, tem água e pão vivo, que Ele é a boa nova para todo aquele que crê, que para todo aquele que experimentar e quiser haverá vida plena. Que Jesus não faz acepção de pessoas. Que é mentira dizer que não faz parte da patota (igreja evangélica/católica e seus costumes) não vai pro céu! Aff... parece estória de lobo-mau. Não dá pra não gritar/sussurrar o que é vida que vem de Jesus, e que afirma que Ele ama a todos e que suas culturas são só culturas e nada mais.

Porque Deus, diferente do homem, vê o coração e não o exterior. Não é assim? É!

Não acredito (óbvio) que a igreja/instituição/empresa evangélica tenha mais jeito (Jesus mesmo sabia disso, é só ver a relação Dele com a igreja da época. Quem o crucificou mesmo?), não dá mais, mas acredito totalmente que pessoas se convertem (afinal, até o cabeçudo aqui, eu, me converti e tenho me convertido todos os dias) ao Jesus dos evangelhos, ao filho de Deus, e naturalmente passam a fazer parte do Reino do Filho do Amor de DEUS! http://www.youtube.com/watch?v=L8dxDEhzvIk http://www.youtube.com/watch?v=4UooKGwUeDM

Mano, se você se diz evangélico ou de qualquer outra religião (dá na mesma), seja budista, espírita, muçulmano, católico, ou qualquer outra, e odiou tudo o que eu disse, não tem problema, a verdade se manifesta em vida. Jesus mesmo disse assim quando não queria mais ficar dando provas e mais provas pra ninguém, se o que Ele dizia era verdade ou não (afinal, tava na cara): "Se quer saber se o que falo vem de mim ou de meu Pai, observe se a prática gera vida", to parafraseando.

Enfim, tudo o que disse aqui tem a ver com uma coisa: "Melhor sabe da graça quem melhor sabe da queda." http://caiofabio.net/2009/conteudo.asp?codigo=00180
Só gente que ainda não se viu totalmente sem condições de merecer algo de Deus é que tem coragem de se sentir superior a qualquer um (do mais bonito ao mais feio, se é que isso existe). E no meio evangélico ou qualquer outro onde atos religiosos reinem isso acontece o tempo todo. Você até bate no outro com a bíblia! rs A gente ri pra não chorar... No meio religioso existe um desejo louco e sem vida de se fazer merecedor (risos) da graça de Deus! Quem será merecedor? Ninguém! Agora, quem entendeu que tudo o que tem como vida e salvação vem da Graça, do amor infinito que nunca se baseou em raças e merecimentos pode ficar livre pra ver qualquer um falando em nome de Deus e declarando a alegria e o seu amor por Ele (e se alegrar com isso), sem dizer que são pedras clamando e deixando implícito que vc e sua raça é que são os profetas escolhidos. Não que ser pedra usada por Deus seja ruim. A questão não é essa. Porque eu sou o coco do cavalo do bandido e me sinto honrado até a tampa de ser usado, mesmo que da menor e mais simples forma possível. A questão é como a religião, e os filhos dela, julgam-se superiores e geram em todos a imagem de que Jesus também é assim. O jesus evangélico é, mas o dos evangelhos, que é o autor e consumador da vida para os que creem, nunca foi e nunca será!

"A alma pratica fornicação quando ela se vira para longe de Ti e procura fora de Ti as boas e limpas intenções que não se encontram exceto na reconciliação dela Contigo. Assim é que no mundo, de certo modo às vezes até pervertido, toda a humanidade busca a Ti." Santo Agostinho
http://www.youtube.com/watch?v=ShLPtUydh7k

Leia os evangelhos e entenda o espírito de Jesus, totalmente dado à vida e salvador da mesma num mundo tão caído. Quer entender e viver o que é vida? Veja o que o Verbo, que no princípio estava com Deus, e a 2000 anos encarnou e manifestou tudo o que seja importante e pleno de sabedoria, além de ser o único que nos salva, se crermos Nele, diz. Mas é crer Nele e não nos pacotes que venderam pra gente durante a história da religião e das religiões. Se só Jesus for suficiente pra vc, então mano, vc terá MUITA VIDA, do tipo VIDA PLENA!

Acho que deu né?!
Jesus é bom... Seu amor vai além das fronteiras geográficas e morais. Ufa! Ainda bem!... Ame-o de todo seu coração! Ame Jesus amando o seu próximo.


"O FUTURO PRECISA DE UM GRANDE BEIJO", Bono!

Falows,

Paz e bem! Fiquem com Deus!...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O PIOR E O MELHOR DA EXISTÊNCIA...Você quer?



Nada pode fazer maior mal mental e espiritual a um ser humano individualmente do que o ódio que se veste de auto-piedade.

Sim, pois pelo ódio todas as ações de um homem se fazem justas aos seus próprios olhos. Ora, um homem justo aos seus próprios olhos vira satanás; sim, se torna o acusador da vida e de tudo o que nela exista...

Quando o ódio se veste de auto-piedade, então, dois demônios para a alma nela se instalam, fazendo surgir um “terceiro termo psicológico”, que é o ódio amargurado.

Digo isto por admitir que exista o ódio ativo e valentemente perverso, que é o ódio que sentem e praticam os fortes de desgraçado espírito, e a História na maior parte das vezes é, foi e será feita de tais ambições do ódio que se vinga dos que odeia pelo ódio —; ao mesmo tempo tenho que também admitir a existência do ódio fraco, que é aquele que se veste de pena de si mesmo, o qual gera não apenas a inviabilidade de que qualquer coisa dê certo para tal pessoa, mas, além disso, inviabiliza qualquer existir ao lado de tal pessoa; a qual, pela auto-piedade existe para sofrer a vida, e, por isto, mais odiará a humanidade e tudo o que seja caminho de paz; visto que em tal pessoa até os “amigos de ódio” são seus inimigos de existir; isto se não viverem para levá-lo nas costa; e mais: sempre como quem serve; pois, se for como amizade que ajuda, até esses sofrerão o ódio do recalcado que em razão da auto-comiseração odeia até ter que precisar de qualquer ajuda.

Gente assim sofre não de uma doença, mas de todas; visto ser habitada pela enfermidade/causa/essencial de todas as enfermidades na vida.

De outro lado cada dia vejo que as pessoas mais livres para ser e viver, são justamente aquelas que já morreram; e que tratam toda agressão humana como o fazem os defuntos.

Sim, simplesmente não podem mais falir, nem brigar, nem se ofender, e nem se fazerem escravos de nenhum existente/supostamente/vivo.

A ênfase do Evangelho é no morrer a fim de que se possa viver; posto que o existir sem o morrer para o mundo, apenas cria a existência de um ser cativo de medos, opiniões, impressões e do desejo de se impor e de se fazer vivo pela sua supremacia aparente imposta sobre os de-mais...

Houve um tempo em que eu fui um homem muito vivo, mesmo enquanto pregava a morte para que se entrasse na vida.

Graças a Deus, porém, morri e continuo a morrer todos os dias; e quanto mais morto me manifesto em relação ao mundo, mas sinto a vida de Deus me possuir; e ainda: mais me sinto sem medo de nada; mais me torno fraco e forte; sem nada, mas possuindo tudo.

Mas a verdade é que a gente só morre quando morre mesmo; posto que para se provar a vida plena não se pode estar apenas meio-morto.

Ora, esse morrer ou é um atropelamento do amor de Deus sobre a nossa supostamente viva existência; ou então ele acontece como quebrantamento; que é a benção apenas dos bem-aventurados que se tornam humildes de espírito, ou que por já serem humildes de espírito se tornam bem-aventurados.

Assim, o caminho para a vida é feito de morte para o mundo e suas importâncias e guerras, ao mesmo tempo em que em tal caminhar não pode haver jamais nem ódio e nem auto-piedade; mas tão somente a vontade ávida de se crescer em amor e verdade valente na manifestação de ser em Deus e diante dos homens.

Tal homem pode ser forçado a deixar a Estrada milhões de vezes, mas jamais mudará o seu Caminho!

Esses que assim são [...] — são vitoriosos contra a morte e contra a vida; contra anjos, principados, potestades e poderes; contra o presente, o passado, as alturas e os abismos; sim, pois tais pessoas andam apenas o seu caminho em Deus; sempre sabendo que nada pode separá-los do amor de Deus; e, portanto, fazendo deles gente não apenas vitoriosa segundo Deus, mas, além disso, também pessoas que vivem sem medo algum diante dos homens; e, por isto, sem serem mexidos na direção de seu andar.

Saiba isto:...

Qualquer incompetência amorosa, positiva e solicita será sempre mais útil à vida do que maior genialidade que seja amargurada, odienta e cheia de auto-piedade!

Antes de entender isso não peça ajuda a Deus por nada; nem busque Nele qualquer coisa; pois, creia: Jesus disse que nem Deus consegue ajudar aqueles que quando vêem alegria, choram, e quando vêem dor, gargalham.

Faça morrer sua vida neste mundo; e abrace a morte para o mundo como o diploma que o habilita à verdadeira Vida; aquela que não vem do mundo, mas da confiança contente no amor de Deus — ainda que não lhe haja qualquer afirmação de crédito humano.



Nele, que ensinou isto e praticou o que ensinou, sendo Ele o Caminho por ser o Único que nunca foi desviado do Caminho, da Verdade e da Vida,



Caio

3 de abril de 2010

Lago Norte

Brasília

DF

quarta-feira, 3 de março de 2010

Interpretação de "White as Snow"



Suderland - Posted on 14 abril 2009

Olá nobres colegas,

Vamos a mais uma interpretação, dessa vez a de “White as Snow”, que escrevi a pedido do meu amigo-irmão, Armando Andrade.


Como de costume eu vou colocar algumas informações sobre a música para dar suporte à interpretação.

Bono disse em uma entrevista que “White as Snow” é sobre “os últimos momentos de um soldado no Afeganistão”. Ela representa os últimos pensamentos desse soldado que está morrendo “depois da explosão de uma bomba na estrada”. Bono chegou a afirmar que as primeiras versões de “White as Snow” começavam com o som de uma explosão, que depois eles resolveram tirar. Em linhas gerais, essa bela e lúgubre canção narra algumas imagens da vida do soldado que afloraram em sua memória enquanto ele morria.

É “um tipo de (canção) ‘pastoral’,” disse o Bono. “É um bom prenuncio de como vai ser o álbum que vem logo depois de ‘No Line On The Horizon’, que tem,” diz ele, “a idéia de peregrinação no seu centro”, e é constituído por “músicas mais silenciosas, mais meditativas”. (Fontes: jornais The Guardian e Chicago Sun Times).

Daniel Lanois, um dos produtores do novo álbum, também disse ao jornal “National Post” que “White as Snow” tem como base o hino cristão “O Come, O Come Emmanuel”, o que corrobora com o sentido da letra, pois a mesma possui alguns elementos cristãos que mostrarei a seguir. Vamos à interpretação, espero que vocês gostem.

.:: White as Snow ::.

Where I grew up, there were no hills at all [De onde eu vim não existiam colinas]
The land was flat, the highway straight and wide [A terra era plana, a estrada reta e larga.]
My brother and I, we'd drive for hours, [Meu irmão e eu dirigíamos por horas,]
Like we'd years instead of days [Como se tivéssemos anos ao invés de dias]

O soldado, personagem criado pelo Bono, começa descrevendo a paisagem do lugar de onde ele veio que pela última estrofe não creio ser o Afeganistão. Ele diz que veio de um lugar cujo relevo é plano e possui estradas retas e largas, por isso ele dirigia, com seu irmão, por horas a fio, como se eles tivessem toda uma vida pela frente, ou seja, sem “pré-ocupação” ou ansiedade nenhuma com o amanhã. Esse soldado apenas vivia em paz e serenamente o dia chamado hoje.

A descrição dessa paisagem equilibrada e serena também pode ser entendida como uma metáfora para o estado de espírito desse soldado antes de ir para a guerra. Um estado de espírito centrado, sem solavancos ou ansiedade, representados pelas imagens de uma terra plana e de uma estrada reta e larga.

E tendo como base a próxima estrofe eu creio que esse estado de paz era fruto da ação de Jesus Cristo no seu coração. Por hora apenas perceba a consonância da idéia contida na estrofe acima com a descrição da obra que Jesus faz no coração dos que o ama e guardam suas palavras: “... Se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão; E toda a carne verá a salvação de Deus.” (Lc.3:6).

Por que essa imagem de uma estrada reta e de uma terra plana?! Porque a certeza da salvação oferecida gratuitamente por Jesus pacifica o coração, pois até o que antes era um abismo (morte) Deus transforma num caminho plano e reto para a casa do Pai celeste.

Our faces as pale as the dirty snow [Nossas faces pálidas como neve suja]
Once I knew there was a love divine [Uma vez eu soube que existia um amor divino]
Then came a time I thought it knew me not [Então veio um tempo que eu pensei que ele não me conhecia]
Who can forgive forgiveness when forgiveness is not [Quem pode perdoar o perdão quando não é perdão]
Only the lamb as white as snow [Somente o cordeiro é branco como neve]

Então o soldado continua o flashback e lembra do dia em que ele soube da existência de um amor divino, que nessa estrofe é personificado na figura do “cordeiro”, que é uma das descrições para Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo.1:29). Mas a princípio ele apenas tomou conhecimento que Ele existia, entretanto não conheceu verdadeiramente a mensagem de Jesus. Por isso que depois veio um tempo que ele pensou “que ele (Jesus) não o conhecia” e justifica o motivo dele ter pensado isso perguntando: “Quem pode perdoar o perdão quando não é perdão”?

A paisagem onde ele vivia era tranqüila e sua crença também, só que isso mudou drasticamente no Afeganistão. E talvez por ele ter matado soldados afegãos durante a guerra ele entrou num dilema: como Cristo iria perdoar um homem que não perdoou os soldados inimigos durante a guerra?!? Com esse dilema na cabeça ele chegou a pensar que Jesus o tinha rejeitado, posto que ele matou soldados afegãos ao invés de “oferecer a outra face” (misericórdia), como Jesus ensinou.
Provavelmente esse dilema o consumiu de angústia e ele se considerou imundo e imperdoável a ponto de pensar que ele, a “neve suja”, era indigno de receber o perdão e o amor de Jesus, o “Cordeiro branco como neve”, daí o sentimento de rejeição.

Mas Deus ama a todos os pecadores que se arrependem, por pior que seja o pecado. Por isso Deus diz: “Vinde então, e argüi-Me: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve.” (Is.1:18). O amor divino está interessado em misericórdia, Ele quer nos transformar num novo ser verdadeiramente livre e cheio de paz e felicidade.

E a estrofe termina com a afirmação “Somente o cordeiro é branco como neve”, conceito comum no Evangelho para descrever Jesus: “Fostes resgatados... com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (I Pe.1:19). Que quer dizer que Jesus foi o único que pisou na Terra que tinha o coração verdadeiramente puro, que não foi corrompido pelos desejos irrefreáveis da carne.

And the water, it was icy [E a água, era gelo.]
As it washed over me [Enquanto me banhava eu não me importava]
And the moon shone above me [E a lua brilhou sobre mim]
Diante das simbologias vistas acima, essa estrofe pode estar se referindo a outro símbolo cristão, o batismo nas águas desse soldado, que é um ritual de iniciação na fé em Cristo depois de compreender e aceitar Sua mensagem. Nesse ritual a pessoa é imersa nas águas, depois de “arrepende-se*”, para emergir, simbolicamente, com uma nova consciência iluminada, cuja única lei é o amor.
* Se tivesse sido perguntado ao soldado o que ele deveria fazer para ir para o céu ele o consenso é que ele responderia: “ser bom”. As parábolas que Jesus contava contradizem essa resposta. Tudo o que precisava fazer era clamar: “socorro”. As únicas pessoas com quem Jesus era duro eram os religiosos que se achavam “bons”. Assim, “arrepender-se” significa abandonar os próprios conceitos (religiosos ou não) acerca de como alcançar um lugar no céu e passar a confiar somente no Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, que morreu na cruz para perdoar pecados e salvar a humanidade.
Now this dry ground, it bears no fruit at all [Agora esta terra seca, não produz frutos]
Only poppies laugh under the crescent moon [Somente papoulas riem sob a lua crescente]
The road refuses strangers [A estrada recusa estrangeiros]
The land, the seeds we sow [A terra, as sementes que plantamos]
Where might we find the lamb as white as snow [Onde podíamos encontrar o cordeiro branco como a neve]

Nessa estrofe o soldado volta seu pensamento para sua realidade, o cenário da explosão, no Afeganistão, e começa a descrever algumas características do ambiente que o rodeia e que contrasta com a paisagem de sua terra natal. Essa descrição também pode ser entendida com um sentido metafórico. Vejamos.

O soldado diz que a terra é seca e não produz frutos. O que dá a entender que se trata de um solo desértico onde somente as papoulas estão se desenvolvendo. E para quem não sabe, as papoulas são cultivadas predominantemente para ornamento ou para se fazer ópio. Ou seja, o pouco que esse solo consegue produzir não é usado para os devidos fins, que é alimentar a fome do povo.

O curioso é que o soldado diz que as papoulas “riem sob a lua crescente”. Curioso porque o símbolo do islamismo é a lua crescente, que é a religião predominante no Afeganistão. Então o soldado diz que nessa terra onde ele se encontra a estrada recusa estrangeiros assim como a terra recusa as sementes que eles plantaram. Percebam o contraste com a terra e a estrada de onde o soldado veio.

Mergulhando nessa linguagem metafórica, entendo que esse soldado também possa estar falando que nessa terra a sua fé cristã é recusada e as sementes (palavra de Deus) que ele planta não nascem porque a terra está seca. Em outras palavras, o Evangelho não finca suas raízes nos corações porque seus corações estão tão duros que o amor não penetra. Jesus também usava a imagem de uma semente para se referir à palavra de Deus (Mt.13:4).

Então a estrofe termina com o soldado perguntando onde ele poderia encontrar o Cordeiro branco como a neve. Em outras palavras, onde ele poderia encontrar a mensagem de amor de Jesus nessa terra que recusa tanto estrangeiros como a mensagem trazida por eles?

As boys we would go hunting in the woods [Enquanto garotos nós íamos caçar nas florestas]
To sleep the night shooting out the stars [Passar a noite caçando as estrelas]
Now the wolves are every passing stranger [Agora os lobos são todos os estrangeiros passando]
Every face we cannot know [Todas faces que nós não podemos conhecer]
If only a heart could be as white as snow [Se somente um coração podia ser branco como a neve]
If only a heart could be as white as snow

Nessa última estrofe o soldado volta suas recordações para os bons momentos da sua infância e logo em seguida a compara com esta terra onde todos os estrangeiros são considerados lobos que devem ser eliminados. Provavelmente por conta da intolerância da guerra que acomete o Afeganistão que é fomentada pela intolerância religiosa, onde se estimula a estupidez de uma guerra em nome de Deus, que é amor. Tendo isso em mente nos momentos finais de sua vida, o soldado percebeu que a única coisa que faz sentido em meio à estupidez da guerra é saber que só o perdão que perdoa qualquer pecado poderá salvá-lo e que ele só encontrou isso em Cristo.

Por fim o soldado conclui dizendo que “somente um coração podia ser branco como a neve”. Ou seja, somente Jesus foi mais puro que a mais pura das crianças. Jesus viveu até as últimas conseqüências o amor que Ele ensinou. E Ele fez isso para absorver todas nossas falhas e erros e as pendurar na cruz para que, pela fé, nossos corações fiquem brancos como a neve e verdadeiramente em paz. “Vinde então, e argüi-Me: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve.” (Is.1:18). E Ele fez isso porque “somente o coração do Cordeiro era branco como a neve”.

Obrigado a quem chegou até aqui e espero que tenha gostado!

Cordialmente,
Suderland Guimarães.
Interpretação de 'White As Snow'

www.u2br.com

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA

À todos... E àqueles que são Dele, de Jesus o Cristo, que sejam os anunciadores das Boas Novas, sem mais nada que prenda e perverta.
IMPORTANTE: Se crer e professar você poderá, muito provavelmente, ser perseguido.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Momento BOA MÚSICA pra nós!!!





Deus fala!!! Ah, e como fala!... Grande misericórdia e graça me alcançaram...
Eu nunca mereci, mas Jesus me amou e me dá vida eterna em meio a tudo isso que se destroi!!!

A PERFEITA IMPERFEIÇÃO DA IGREJA


O problema da igreja é sua arrogância em relação a não se enxergar

Leia: Mateus 18

Tem gente que ainda não entendeu que quando Jesus disse “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu aí estou no meio deles”, Ele estava ensinando qual é o vértice espiritual e histórico que dá significado à Igreja; ou seja: Ele ensina o que “realiza a verdade” da Igreja, como encontro humano.

E o contexto fala de reconciliação. Um irmão “ofendido” tem que procurar o “ofensor” e tentar ganhá-lo. E isto deve ser feito insistentemente, até que o próprio ofensor rejeite toda conciliação.

A palavra grega que designa essa “reunião” é mesma que fala de harmonia, como se o que estivesse em curso fosse uma “afinação de instrumentos”.

O outro pólo mais adulto dessa proposta está em Lucas, quando Jesus diz que se deve perdoar ao irmão até setenta vezes sete num único dia.

Ou seja: a proposta de Jesus nos põe a todos de calça curta, e necessitados de dizer: “Senhor, aumenta-nos a fé; pois ainda não somos cristãos”.

Até o quarto século o que impressionou os “pagãos” que observavam os cristãos não era a “perfeição” deles, mas o amor e a graça com a qual se tratavam e tratavam o mundo.

“Olhem como se amam!”—era a estupefação que ecoava nas palavras de gente que olhava os cristãos de fora, conforme vários testemunhos encontrados em antigos textos históricos.

Portanto, a perfeição da igreja é não se “vender como perfeita”, mas sim se revelar, sem ensaio e performance, como lugar de misericórdia e graça.

Não é possível esperar perfeição de nenhum de nós. Somos caídos e maus... o melhor de nós ainda é mau.

O que nos faz diferentes é nossa atitude, se é honesta com a nossa própria Queda, e, sobretudo, sincera com a Graça que todos nós temos recebidos.

Daí a perfeição do discípulo ser sua humildade... humildade para ser, sem ser ainda o que deseja; humildade para viver com misericórdia, pois ele mesmo carece dela, todos os dias, nos céus e na terra.

Repito: o problema da “igreja” nunca foram os seus erros humanos, mas sim a sua arrogância em relação a não se enxergar, e oferecer-se como a Representante de Deus na terra.

Quem desejar, que tente!

Mas no dia em que deixarmos de lado toda essa empáfia e formos apenas gente da Graça, então, assustados veremos o respeito que o mundo nos terá; conforme aconteceu até ao ano 332 da presente era, ainda que algumas vezes o lugar do testemunho tenham sido cruzes e arenas...

E havia problemas antes disso? Sim, sempre houve muitos problemas!

Quem conhece a História sabe deles. E quem lê os textos produzidos nos dois primeiros séculos, sabe da quantidade de dificuldades internas que os vários grupos cristãos tiveram. Todavia, tais problemas não foram problemas reais enquanto o sentido de “irmandade na Graça” esteve presente.

Não foi a perfeição da Igreja que abalou o Império Romano. Foi a sua perfeita-imperfeição; ou seja: sua humanidade vivida sob a graça; e que falava da Boa Nova em Jesus, não nela mesma. Nela havia humildade, serviço, confissão, comunhão e coragem sem empáfia.

Me sinto um bobo escrevendo coisas tão BÁSICAS, mas é que fico assustado quando vejo que os crentes de hoje não têm umbigo; e pensam que estão inventando a “igreja” agora.

E pior: dói-me ver que alguns dizem: “É assim mesmo... temos que nos acostumar... quando é que já foi diferente?”

Bem, foi diferente apenas enquanto todos se sabiam filhos da misericórdia; e buscavam renovar a mente conforme o entendimento na Graça; e que só se manifesta no nível horizontal como amor e simplicidade no trato humano, que acontece naturalmente quando a arrogância dá lugar à gratidão em razão da consciência acerca do perdão recebido.

Jesus não pede perfeição — mesmo quando diz: “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai...”—, pois, a única perfeição humana é assumir sua própria imperfeição; e, assim, imitar o Pai, não em sua Perfeita-Perfeição, mas em Sua Graça, que Ele derrama sobre justos em injustos.

A perfeição da Igreja é ser humildemente filha desse Pai que a todos trata com misericórdia!

Quem não for cego, que veja; quem não for surdo, que ouça; quem tiver entendimento, não o feche; e quem tiver sido objeto da Graça, que a sirva aos outros.

Nossa perfeição é a Justiça de Cristo!



Caio